Nascido no Piauí, Afonso Brazza mudou-se ainda jovem com a família para o Distrito Federal, onde se estabeleceram no Gama. A paixão pelo cinema, no entanto, logo o levou a São Paulo. Foi no núcleo da "Boca do Lixo", epicentro de uma produção cinematográfica intensa e marginal, que Brazza começou a trabalhar no meio artístico. Foi também nesse ambiente que conheceu Claudete Joubert, musa brasileira dos anos 70, que mais tarde se tornaria sua esposa.

 

De volta a Brasília, Brazza ingressou no Corpo de Bombeiros, mas nunca abandonou seu grande sonho: fazer cinema. Com uma determinação férrea, ele financiou seus próprios longas-metragens, tirando dinheiro do próprio bolso. Para realizar suas produções de forma totalmente independente, utilizava todos os recursos possíveis em uma verdadeira "guerrilha" cinematográfica, chegando a usar até negativos próximos do vencimento por serem mais baratos.

 

Essa combinação de coragem, inventividade e força de vontade rendeu-lhe o apelido de "Rambo do Cerrado". Afonso Brazza é considerado um pioneiro do cinema brasiliense, e seu legado de cinema autoral e combatente está gravado para sempre na história cultural do Distrito Federal.

 

Abaixo, filme "No Eixo da Morte", de Fonso Brazza